ECOTEMPORÂNEOS

Este é o projeto que tem juntado personalidades diferentes a pensar os espaços verdes da cidade de Lisboa em relação com a literatura. Agora, em formato online, cada convidado partilha uma fotografia sua numa paisagem natural, relacionando-a com um livro que tenha em casa. Estabelece-se um diálogo entre o interior e o exterior, entre o corpo (confinado na habitação e na fotografia), a natureza e a imaginação. Uma conversa informal via live do instagram na qual a comunidade online é chamada a participar.
Todos os domingos até, pelo menos, 30 de Junho 2020.

Todas as segundas-feiras lançamos a programação da semana no nosso website e redes sociais. Subscreve a nossa newsletter e o nosso canal de Youtube para receberes notícias em primeira mão.

 

SEMANA 3

Convidado: Albano Jerónimo (ator e encenador)
Localidade da fotografia:
Douro
Livro escolhido: “Silêncio na era do ruído” de Erling Kagge, editora Quetzal

Albano Jerónimo responde ao nosso convite com a escolha de uma fotografia sua a observar o Rio Douro, datada de 2019. Em relação a esta imagem, escolheu o livro “Silêncio na era do ruído” de Erling Kagge, uma meditação sobre o poder do silêncio. Neste livro pessoal e atmosférico, entre o meditativo e o prático, Erling Kagge coloca três questões: O que é o silêncio? Onde pode ser encontrado? Por que razão é mais importante do que nunca?
Na sessão de Ecotemporâneos de 10 de Maio vamos descobrir qual a relação que Albano Jerónimo enlaça entre esta sua fotografia e o livro.

Albano Jerónimo (1979) frequentou o Curso de Teatro em Formação de Atores da Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa. Cofundador da companhia teatronacional21. Em Teatro trabalhou com: Luís Fonseca, Ricardo Gageiro, Fernanda Lapa, Cristina Carvalhal, Diogo Infante, João Mota, Isabel Medina, John Retallack, Tiago Guedes, Nuno Carinhas, Ricardo Pais, Nuno M. Cardoso, Rui Mendes, Beatriz Batarda, Cláudia Lucas Chéu, Nuno Cardoso, Mickael de Oliveira, John Romão, Jorge Andrade, Carlos Pimenta, Carla Maciel, entre outros.
Recentemente, foi intérprete em Quarteto (Heiner Muller), encenado por Carlos Pimenta; Pocilga (Pier Paolo Pasolini), dirigido por John Romão; Sócrates tem de morrer e a Vida de John Smith (Mickael de Oliveira), encenado por Mickael de Oliveira; Coriolano (Shakespeare), encenado por Nuno Cardoso; e O Falecido Mattia Pascal (Pirandello), com Jorge Andrade na Mala Voadora.
Estreou-se como encenador no Teatro Nacional D. Maria II – Lisboa, com Um Libreto para Ficarem em Casa Seus Anormais, a partir de Rodrigo Garcia e rescrito por Mickael de Oliveira, numa Ópera Tropical e, de seguida, com Veneno de Cláudia Lucas Chéu, em digressão por vários teatros do país.
Em Cinema trabalhou com: Luís Fonseca, José Fonseca e Costa, Raúl Ruiz, Sérgio Graciano, Marco Martins, Francisco Manso, José Farinha, Sandro Aguilar, Pedro Varela, Miguel Gaudêncio, Gonçalo Galvão Telles, Solveig Nordlund, Vicente Alves do Ó, Valeria Sarmiento, Henrique Pina, Christian von Castelberg, Luis Galvão Telles, Jonas Rothlaender, Caca Diegues, Stan Douglas, Edgar Pêra, Ciaran Donnelly, Stephen St.Leger, Tiago Guedes, entre outros.
Em televisão participou em várias novelas e séries, onde se destaca a série Vikings, interpretando Euphemius, com produção da MGM e o History Channel; e Sara, de Marco Martins, para a RTP2.
Nomeado para vários prémios, destacam-se os prémios de Melhor Ator em Anestesia, de Pedro Varela, no ShortCutz; Melhor Ator Secundário no Prémios Entertainment com Kaminhos Magnétykos, de Edgar Pêra; Melhor Ator de Cinema no Festival de Cinema Euphoria com Florbela, de Vicente Alves do Ó; Prémio Sophia de Melhor Ator Secundário em Linhas de Wellington, de Valéria Sarmiento; nomeação para Melhor Ator em Série no Festival de Televisão de Monte Carlo em Cidade Despida; nomeação para um Globo de Ouro de Teatro com Menina Júlia, de August Strindberg, entre outros.

 

 

Próximos Eventos

ler mais
  • Andy

    23 setembro 2021 — 03 outubro 2021
    Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa)

    GUS VAN SANT

    O realizador de cinema Gus Van Sant aventura-se na sua primeira criação de palco, um espetáculo de teatro musical inspirado em Andy Warhol e no seu esmagador talento para elevar a ícone as imagens, ao mesmo tempo que escalava como persona e artista a um estatuto de celebridade mundial.

    +
  • Concerto

    24 setembro 2021 — 25 setembro 2021
    Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado

    PAPILLONS D'ÉTERNITÉ (TÂNIA CARVALHO E MATTHIEU EHRLACHER)

    Os instrumentos tocados por Tânia e Matthieu, saxofone e erhu, e a sua colaboração com o Rancho Folclórico da Casa do Minho de Lisboa fazem com que se abrace uma nova forma de experimentar a tradição e o seu cancioneiro. As músicas são desmembradas da sua forma original para serem colocadas na construção de uma viagem sonora.

    +
  • Passeios Verdes

    25 setembro 2021 — 17 outubro 2021
    Online

    DIANA POLICARPO

    A série de performances no espaço natural “Quero ver as minhas montanhas”, com curadoria de Delfim Sardo e Sílvia Gomes, propõe aos artistas olharem o legado de Joseph Beuys, ao mesmo tempo que observam as suas próprias montanhas, ou o seu ‘eu’ interior.

    +
  • Workshop de cinema – “Camera Ministry”

    28 setembro 2021 — 29 setembro 2021
    Cinema São Jorge

    KHALIK ALLAH

    O cineasta e fotógrafo jamaicano-iraniano Khalik Allah dirige um workshop no qual discute o seu olhar sobre as comunidades negras em ambientes urbanos e a ética de retratar a marginalização no écran de cinema. O workshop investigará as maneiras pelas quais a metodologia distinta de Allah busca resistir aos estereótipos que ainda costumam enquadrar as discussões em torno de raça e marginalidade, em vez de adotarem uma abordagem empática e diferenciada.

    +
  • Movidas Raras

    28 setembro 2021 — 29 setembro 2021
    Cinema São Jorge (Lisboa)

    RODRIGO GARCÍA

    O iconoclasta dramaturgo e encenador argentino Rodrigo García apresenta uma criação audiovisual, escrita e produzida à distância durante o período de confinamento. Nada de teatro, mas uma tela verde (chroma key) que dá asas à sua imaginação transbordante e à dos seus excepcionais intérpretes. Angélica Liddell, Denis Lavant, Florencia Vecino, François Chaignaud e Volmir Cordeiro entregam-se de corpo e alma.

    +
  • IWOW: I WALK ON WATER

    28 setembro 2021 — 29 setembro 2021
    Cinema São Jorge (Lisboa)

    KHALIK ALLAH

    “IWOW” é um filme do marcante fotógrafo e realizador nova-iorquino Khalik Allah, já descrito como realizador de “ópera de rua” e elogiado pelo olhar desarmante que desvela com delicada maestria uma humanidade visceralmente bela.

    +
  • Brasa

    29 setembro 2021
    Teatro das Figuras

    TIAGO CADETE

    Em “Brasa”, Tiago Cadete prossegue uma das suas linhas de pesquisa teatral, a da interrogação e de olhar crítico sobre a relação histórica entre Portugal e Brasil, acompanhado de um elenco de criadores-intérpretes de origens diversas: Isabél Zuaa, Julia Salem, Keli Freitas, Magnum Alexandre Soares, Ana Lobato, Dori Nigro, Gustavo Ciríaco e Raquel André.

    +
  • Water In A Heatwave

    30 setembro 2021 — 10 outubro 2021
    Carpintarias de São Lázaro (Lisboa)

    MILES GREENBERG

    “Water in a Heatwave” é uma nova performance duracional de 4h para oito performers e é o projeto mais desafiante, ao nível de escala e de duração, do artista. Dois a dois, os performers colidem os seus corpos uns contra os outros, no topo de uma série de pedestais, criando tensões variadas no espaço.

    +
  • Anjo Solidão

    30 setembro 2021 — 01 outubro 2021
    Fundação Champalimaud / Anfiteatro ao ar livre

    GABRIEL FERRANDINI

    No momento em que lança "Hair of the Dog", a sua estreia a solo, Gabriel Ferrandini traz ao anfiteatro ao ar livre da Fundação Champalimaud uma performance que traduz precisamente esse estado de abertura a novas experiências artísticas: com o Coro Gulbenkian explora as possibilidades contemporâneas do canto lírico, com as vozes a sucederem-se em loops sucessivos (cânone), suscitando questões de memória, armadilhas e libertação.

    +
  • Música Cigana Camões Yanomami / A Soma dos Seus

    01 outubro 2021
    Fábrica da Cerveja (Faro)

    ANTÓNIO POPPE E LA FAMÍLIA GITANA

    “Música Cigana Camões Yanomani/ A Soma dos Seus” consiste numa performance-espetáculo que combina a poesia de Camões, textos de Davi Kopenawa (dos indígenas Yanomami), com Música Cigana. Este encontro cria uma composição comunicante entre expressões originais.

    +
  • TRÓPICOS MECÂNICOS (MUEDA)

    01 outubro 2021 — 03 outubro 2021
    Lisnave (Cacilhas)

    FELIPE BRAGANÇA EM PARCERIA COM TEATRO GRIOT E CATARINA WALLENSTEIN

    Projeto transmedia, com inspirações no afro-futurismo e no tropicalismo brasileiro. A ficção científica, a fábula e a documentação misturam-se nesta performance visual e teatral em torno das memórias do Massacre de Mueda, ocorrido no Moçambique, em 1960.

    +
  • Um buraco do tamanho do teu toque

    01 outubro 2021 — 03 outubro 2021
    Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (Lisboa)

    ANDRÉ UERBA

    Através do desaceleramento, da inibição do sentido da visão e de uma aproximação cinética e somática ao corpo e seu movimento, André Uerba e performers exploram diferentes formas de se conhecerem e se sentirem. Corpos que se encontram, coordenam e comunicam de forma não verbal – abrindo um espaço que se entende político.

    +