Portugal | Concerto | Nova criação

 

“duploc barulin”. Experimentem dizer em voz alta. É este o título da nova incursão de Tânia Carvalho para a criação de um concerto. É assim em letra pequena, a criar um som percursivo onomatopeico logo na pronúncia oral e a suscitar o enigma do seu significado, coerente com esse modo de estar na arte – seja dança, desenho ou música – que caracteriza a criadora. Um título que é uma porta que se abre para a imaginação que Tânia formula a cada nova criação, seja no corpo do bailarino, seja nas notas musicais de um piano, seja nos desenhos que a sua mão traça sobre o papel, seja no canto. De Tânia Carvalho conhecemos um trabalho que é sempre de imaginação extravasadora das possibilidades expressivas do corpo na dança, seja no seu próprio corpo ou em colaboração com outros bailarinos.
Tânia decidiu aprender a tocar  EcoErhu, instrumento de cordas chinês, e não fez a coisa por menos. “Quis aprender mesmo como se deve aprender, à chinesa, para poder usar de uma forma ‘normal’ e para depois poder explorar outros sons no instrumento, coisas que não se devem fazer”, diz ela. “Quero muito fundir os três sons, o piano, a voz e o ecoerhu”. Depois de em 2017 ter apresentado uma exposição de desenhos na BoCA, “Toledo”, desta vez conhecemos uma outra expressão artística, a Tânia em concerto. É aí que está a explorar as possibilidades criativas do instrumento, num concerto onde pela primeira vez também está a compor música para um outro performer, André Santos, que se junta a ela ao piano. As letras são da própria ou textos de Fernando Pessoa.

 

Piano, ecoerhu e voz Tânia Carvalho
Piano André Santos
Composição musical Tânia Carvalho
Letras Tânia Carvalho, Fernando Pessoa
Direção técnica, desenho de luz, operação de luz e som Anatol Waschke
Produção Tânia Carvalho
Produção executiva João Guimarães
Residências artísticas Estúdios Victor Cordón, Musibéria, O Espaço do Tempo
Parceria BoCA
Agradecimento Pro.Dança
Fotografia Bruno Simão

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