Surgiu de modo discreto, mas em crescendo durante os últimos meses. Durante cerca de três anos, entre a Europa e os Estados Unidos, Yves Tumor foi concebendo – com respiro, apuro e consciência – um assombroso álbum.

Nele encontra-se uma linguagem fluída de ritmos, samples/field recordings ou melodias sedutoras adornadas de um negrume inspirado nos universos do industrial e film noir.

“Serpent Music” é um objeto esfíngico e sinestésico que inevitavelmente espelha o seu tempo.

Equivale pois evidenciar o caráter descomprometido face a uma determinada estética ou imagem, assente numa lógica de pensamento global sem constrangimentos. Sónico nos ecos, aveludado nos pormenores e fortemente anímico no modo como pretende confluir as suas ideias, traz uma identidade vincada e plena de caminhos futuros.

Ao escutar “Serpent Music” paira a sensação de se estar perante uma presença vital neste tempo presente – tudo soa alucinado, urgente, alienado, brilhantemente emocionado; capaz de purgar ao limite do inimaginável. E claro, não existe valor para tamanha oferenda. texto de Nuno Afonso

 

Apoios Delta Q, Lux/Frágil

 

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  • ECOTEMPORÂNEOS: Beatriz Batarda

    17 abril 2021
    Museu de Lisboa - Palácio Pimenta

    ECOTEMPORÂNEOS

    Ecotemporâneos é um projeto que relaciona a literatura com os espaços verdes da cidade de Lisboa. Aberta, inclusiva e acessível, em cada sessão um novo convidado escolhe um livro e liga-o ao espaço verde onde o público reúne. Conta com a presença de um intérprete de LGP.

    Convidada: Beatriz Batarda (atriz)
    Livro escolhido: "Caderno de Memórias Coloniais" de Isabela Figueiredo
    Espaço verde: Jardim do Palácio Pimenta, Museu de Lisboa (online)

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