A BoCA DE SALOMÉ LAMAS

Salomé Lamas trabalha documentários e projetos artísticos híbridos explorando novos caminhos, tanto quanto à forma como ao conteúdo. São obras que desafiam a metodologia convencional de produção cinematográfica, transpondo a demarcação entre as várias formas cinematográficas e artísticas de expressão estética. Os projetos em que se concentra são uma tentativa de diluir a suposta fronteira entre documentário e ficção, cujo foco principal é a relação intrínseca entre narrativa, memória e história, utilizando a imagem em movimento para explorar o traumaticamente reprimido, o aparentemente irrepresentável ou o historicamente invisível, desde os horrores da violência colonial até às paisagens do capital global. Em vez de se colocar numa situação periférica, algures entre o cinema e as artes visuais, ficção e documentário, Salomé Lamas transforma-os numa linguagem própria, desafiando, também, a divisão entre géneros e modos de exibição. Em 2017, no contexto da BoCA, Salomé Lamas concebeu a sua primeira criação de palco, “Fatamorgana” (Centro Cultural de Belém, Lisboa, e Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco), projecto que terá uma materialização cinematográfica, agora em construção.

No contexto de uma parceria desenhada entre a BoCA e a Escola Artística António Arroio, o ciclo de encontros “A BoCA de” convida artistas a falarem do seu trabalho e partilharem a sua experiência artística no contexto da BoCA.

Biografia da artista

Entrevista de Salomé Lamas, no contexto da BoCA Summer School 2017

Fatamorgana, espetáculo de Salomé Lamas, estreado na BoCA 2017

 

Próximos Eventos

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  • SÉANCE – Lisboa

    24 abril 2019 — 27 abril 2019
    ZDB, Lisboa

    MARIANA TENGNER BARROS

    "Séance" é uma performance intimista, para 3 a 10 espetadores de cada vez, em sessões únicas e contínuas com duração de 30 minutos. Mariana Tengner Barros mergulha esteticamente na era Victoriana, buscando referências no movimento Espírita, que surgiu no séc. XIX, simultaneamente com o movimento feminista e como reação à revolução industriall. O corpo surge assim como veículo para aceder às “mensagens”, ao discurso histérico.

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  • SENTE-ME, OUVE-ME, VÊ-ME

    26 abril 2019
    Museu Dom Diogo de Sousa, Braga

    Projeto de formação e criação musical a partir da obra de HELENA ALMEIDA

    O projeto homenageia, através da música contemporânea, uma das maiores artistas do século XX e XXI, Helena Almeida (1934-2018). Reunindo alunos da Escola Superior de Música de Lisboa, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto) e da Universidade do Minho (Braga), jovens compositores criam novas obras a partir da série homónima de H. Almeida. O resultado: um concerto que junta alunos das três universidades.

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  • LO FRÍO Y LO CRUEL

    26 abril 2019 — 27 abril 2019
    Mosteiro de Tibães, Braga

    ANGÉLICA LIDDELL

    Em estreia mundial, para a sua nova criação, Angélica Liddell parte da narrativa de Sacher-Masoch e da de Marquês de Sade, e do texto "O Frio e o Cruel" (1967) de Gilles Deleuze. Liddell foca-se na parte literária e artística das perversões, afastadas de qualquer explicação clínica, onde é destacada a expressão poética que vai além de qualquer fronteira ou disciplina artística, para apresentar as relações entre pai e filha.

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  • VOLUTA

    26 abril 2019 — 30 abril 2019
    Mosteiro de Tibães, Braga

    JOÃO PAIS FILIPE

    Para a transparente Casa do Volfrâmio, no Mosteiro de Tibães (Braga), João Pais Filipe projecta a sua primeira instalação. Uma instalação circular de gongos, que se suspendem como objetos escultóricos, que podem ser ativados sonoramente pelos visitantes e que conhecerá dois momentos de concerto-performance ao vivo de interação física entre o músico e os seus instrumentos-esculturas.

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  • PIANO INTERPRETATIONS

    27 abril 2019
    Carpintarias de São Lázaro, Lisboa

    KUKURUZ QUARTET tocam JULIUS EASTMAN e MARCEL ZAES

    O quarteto de pianistas Kukuruz Quartet traz pela primeira vez a Portugal a música do compositor minimalista Julius Eastman (1940-1990). Afro-americano e gay, a obra de Eastman, com composições como "Nigger Fagot", "Crazy Nigger" ou "Gay Guerilla", são um confronto público e social agressivo, contrapondo com as obras meditativas. Conheceremos também "Quartet No.10" do compositor suíço Marcel Zaes.

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  • SENTE-ME, OUVE-ME, VÊ-ME

    28 abril 2019
    Casa das Artes, Porto

    Projeto de formação e criação musical a partir da obra de HELENA ALMEIDA

    O projeto homenageia, através da música contemporânea, uma das maiores artistas do século XX e XXI, Helena Almeida (1934-2018). Reunindo alunos da Escola Superior de Música de Lisboa, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto) e da Universidade do Minho (Braga), jovens compositores criam novas obras a partir da série homónima de H. Almeida. O resultado: um concerto que junta alunos das três universidades.

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  • SENTE-ME, OUVE-ME, VÊ-ME

    29 abril 2019
    Teatro Nacional São Carlos, Lisboa

    Projeto de formação e criação musical a partir da obra de HELENA ALMEIDA

    O projeto homenageia, através da música contemporânea, uma das maiores artistas do século XX e XXI, Helena Almeida (1934-2018). Reunindo alunos da Escola Superior de Música de Lisboa, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto) e da Universidade do Minho (Braga), jovens compositores criam novas obras a partir da série homónima de H. Almeida. O resultado: um concerto que junta alunos das três universidades.

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  • Pajubá

    30 abril 2019
    Lux/Frágil, Lisboa

    LINN DA QUEBRADA

    Linn da Quebrada é uma cantora transexual, compositora e artista multimédia. O seu álbum, "Pajubá", significa um dialeto falado pela comunidade gay e simpatizantes, no Rio de Janeiro, como forma de sobrevivência contra a violência da rua. Com um poder lírico incisivo e frequentemente humorístico, ela aborda questões como a violência, a pobreza, a política do corpo, o sexo, o desejo e as lutas diárias das mulheres trans brasileiras.

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  • SCOTOMA CINTILANTE

    30 abril 2019
    Teatro Nacional São Carlos, Lisboa

    JONATHAN ULIEL SALDANHA

    Jonathan Saldanha desenvolve um projeto de investigação que surge a convite da Escola das Artes – UCP para o desenvolvimento de uma peça vocal que reflete os arquétipos da paixão de Cristo. "Scotoma Cintilante" parte de uma mundivisão onde a relação tátil com a matéria inanimada é a fonte primordial da construção do som.
    Integrando uma escultura e um coro de cegos, este concerto-performance inscreve-se entre matéria e anima, pré-linguagem e superfície.

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