A BoCA DE MUSA PARADISIACA

A Musa paradisiaca é um projeto artístico de Eduardo Guerra (Lisboa, 1986) e Miguel Ferrão (Lisboa, 1986), centrado no diálogo. Assente em parcerias temporárias com entidades de variada competência, Musa paradisiaca assume diferentes formas, mantendo um carácter discursivo e participativo. Daí deriva a proposta para a criação de uma família pensante que, a várias vozes, se afirma. Em 2017, no contexto da BoCA, conceberam a sua primeira instalação para o espaço público, “Casa-animal”, um lugar que partilha qualidades de abrigo, capela e estábulo. Ao albergar um conjunto de eventos propostos através de uma Open Call, a “Casa-animal” é constantemente redefinida pelos seus ocupantes. Focada na condição transitória ou nómada de um lugar definido por relações, acontecimentos e necessidades particulares, esta é uma escultura-monumento-palco construída para o encontro temporário e não-mediado entre Amadores.

No contexto de uma parceria desenhada entre a BoCA e a Escola Artística António Arroio, o ciclo de encontros “A BoCA de” convida artistas a falarem do seu trabalho e partilharem a sua experiência artística no contexto da BoCA.

Biografia dos artistas

“Casa-animal”, criação dos Musa paradisiaca para a BoCA 2017

“Casa-animal – um palco para o diálogo, para a experiência, para a renovação”, texto crítico de David Silva Revés

 

Próximos Eventos

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  • SÉANCE – Lisboa

    24 abril 2019 — 27 abril 2019
    ZDB, Lisboa

    MARIANA TENGNER BARROS

    "Séance" é uma performance intimista, para 3 a 10 espetadores de cada vez, em sessões únicas e contínuas com duração de 30 minutos. Mariana Tengner Barros mergulha esteticamente na era Victoriana, buscando referências no movimento Espírita, que surgiu no séc. XIX, simultaneamente com o movimento feminista e como reação à revolução industriall. O corpo surge assim como veículo para aceder às “mensagens”, ao discurso histérico.

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  • SENTE-ME, OUVE-ME, VÊ-ME

    26 abril 2019
    Museu Dom Diogo de Sousa, Braga

    Projeto de formação e criação musical a partir da obra de HELENA ALMEIDA

    O projeto homenageia, através da música contemporânea, uma das maiores artistas do século XX e XXI, Helena Almeida (1934-2018). Reunindo alunos da Escola Superior de Música de Lisboa, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto) e da Universidade do Minho (Braga), jovens compositores criam novas obras a partir da série homónima de H. Almeida. O resultado: um concerto que junta alunos das três universidades.

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  • LO FRÍO Y LO CRUEL

    26 abril 2019 — 27 abril 2019
    Mosteiro de Tibães, Braga

    ANGÉLICA LIDDELL

    Em estreia mundial, para a sua nova criação, Angélica Liddell parte da narrativa de Sacher-Masoch e da de Marquês de Sade, e do texto "O Frio e o Cruel" (1967) de Gilles Deleuze. Liddell foca-se na parte literária e artística das perversões, afastadas de qualquer explicação clínica, onde é destacada a expressão poética que vai além de qualquer fronteira ou disciplina artística, para apresentar as relações entre pai e filha.

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  • VOLUTA

    26 abril 2019 — 30 abril 2019
    Mosteiro de Tibães, Braga

    JOÃO PAIS FILIPE

    Para a transparente Casa do Volfrâmio, no Mosteiro de Tibães (Braga), João Pais Filipe projecta a sua primeira instalação. Uma instalação circular de gongos, que se suspendem como objetos escultóricos, que podem ser ativados sonoramente pelos visitantes e que conhecerá dois momentos de concerto-performance ao vivo de interação física entre o músico e os seus instrumentos-esculturas.

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  • PIANO INTERPRETATIONS

    27 abril 2019
    Carpintarias de São Lázaro, Lisboa

    KUKURUZ QUARTET tocam JULIUS EASTMAN e MARCEL ZAES

    O quarteto de pianistas Kukuruz Quartet traz pela primeira vez a Portugal a música do compositor minimalista Julius Eastman (1940-1990). Afro-americano e gay, a obra de Eastman, com composições como "Nigger Fagot", "Crazy Nigger" ou "Gay Guerilla", são um confronto público e social agressivo, contrapondo com as obras meditativas. Conheceremos também "Quartet No.10" do compositor suíço Marcel Zaes.

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  • SENTE-ME, OUVE-ME, VÊ-ME

    28 abril 2019
    Casa das Artes, Porto

    Projeto de formação e criação musical a partir da obra de HELENA ALMEIDA

    O projeto homenageia, através da música contemporânea, uma das maiores artistas do século XX e XXI, Helena Almeida (1934-2018). Reunindo alunos da Escola Superior de Música de Lisboa, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto) e da Universidade do Minho (Braga), jovens compositores criam novas obras a partir da série homónima de H. Almeida. O resultado: um concerto que junta alunos das três universidades.

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  • SENTE-ME, OUVE-ME, VÊ-ME

    29 abril 2019
    Teatro Nacional São Carlos, Lisboa

    Projeto de formação e criação musical a partir da obra de HELENA ALMEIDA

    O projeto homenageia, através da música contemporânea, uma das maiores artistas do século XX e XXI, Helena Almeida (1934-2018). Reunindo alunos da Escola Superior de Música de Lisboa, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto) e da Universidade do Minho (Braga), jovens compositores criam novas obras a partir da série homónima de H. Almeida. O resultado: um concerto que junta alunos das três universidades.

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  • Pajubá

    30 abril 2019
    Lux/Frágil, Lisboa

    LINN DA QUEBRADA

    Linn da Quebrada é uma cantora transexual, compositora e artista multimédia. O seu álbum, "Pajubá", significa um dialeto falado pela comunidade gay e simpatizantes, no Rio de Janeiro, como forma de sobrevivência contra a violência da rua. Com um poder lírico incisivo e frequentemente humorístico, ela aborda questões como a violência, a pobreza, a política do corpo, o sexo, o desejo e as lutas diárias das mulheres trans brasileiras.

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  • SCOTOMA CINTILANTE

    30 abril 2019
    Teatro Nacional São Carlos, Lisboa

    JONATHAN ULIEL SALDANHA

    Jonathan Saldanha desenvolve um projeto de investigação que surge a convite da Escola das Artes – UCP para o desenvolvimento de uma peça vocal que reflete os arquétipos da paixão de Cristo. "Scotoma Cintilante" parte de uma mundivisão onde a relação tátil com a matéria inanimada é a fonte primordial da construção do som.
    Integrando uma escultura e um coro de cegos, este concerto-performance inscreve-se entre matéria e anima, pré-linguagem e superfície.

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