François Chaignaud

François Chaignaud
Artista residente 2017/2018

 

Nascido em Rennes, François Chaignaud estuda dança desde os 6 anos de idade. Forma-se no Conservatório Nacional Superior de Dança de Paris, que conclui em 2003. Passa em seguida a colaborar com vários coreógrafos, nomeadamente Boris Charmatz, Emmanuelle Huynh, Alain Buffard e Gilles Jobin.

Desde He’s One that Goes to Sea for Nothing but to Make him sick (2004) até Dumy Moyi (2013), cria performances que articulam a dança e o canto, em lugares diversos, no cruzamento de várias inspirações. Nelas desenha-se a possibilidade de um corpo dividido entre a exigência sensual do movimento e o poder de evocação do canto e a convergência de referências históricas heterogéneas – da literatura erótica (Aussi Bien Que Ton Cœur Ouvre Moi Les Genoux, 2008) às artes sacras. Os seus territórios de pesquisa estendem-se dos precursores da modernidade coreográfica do início do século XX (François Malkovsky, Isadora Duncan) às vanguardas atuais, das técnicas e simbologias do ballet clássico às danças urbanas e não cénicas.

Também historiador, publicou na editora PUR L’Affaire Berger-Levrault : le féminisme à l’épreuve (1898-1905). Este interesse pela história leva-o a encetar colaborações diversas, nomeadamente com a lendária drag queen Rumi Missabu des Cockettes, com o artista de cabaret Jérôme Marin (Sous l’ombrelle, em 2011, que reaviva melodias esquecidas do início do século XX), com a artista Marie Caroline Hominal (Duchesses, 2009), mas também com os estilistas Romain Brau e Charlie Le Mindu, o artista plástico Théo Mercier (Radio Vinci Park, 2016), o fotógrafo Donatien Veismann, o videasta César Vayssié (The Sweetest Choice, 2015) ou o músico Nosfell (Icônes, 2016). Em 2017, participa em vários projetos, nomeadamente com o artista Brice Dellsperger em Body Double 35 ou na reabertura do cabaret Madame Arthur.

Atualmente, continua as suas pesquisas sobre os repertórios de polifonias (georgianas, pré-cristãs e medievais) e prepara uma performance com Marie Pierre Brébant acerca do repertório gregoriano de Hildegarda de Bingen (criação prevista para o Festival de la Mode et de la Photographie de Hyères na Villa Noailles). Prepara uma nova criação em conjunto com o artista Nino Laisné, acompanhada por quatro instrumentistas que revisitam alguns temas da ambiguidade no repertório coreográfico e vocal ibérico (criação prevista para setembro de 2017).

Desde 2005, François Chaignaud colabora com Cecilia Bengolea, com quem funda a companhia Vlovajob Pru. Juntos criam Pâquerette (2005-2008), Sylphides (2009), Castor et Pollux (2010), Danses Libres (inspirado em coreografias esquecidas de François Malkovsky, 2010), (M)IMOSA (escrito e interpretado com Trajal Harrell e Marlene Monteiro Freitas, 2011), altered natives’ Say Yes To Another Excess – TWERK (2012), Dub Love (2013) e DFS (2016). Recebem o Prémio da Crítica de Paris em 2009 e o prémio Jovens Artistas na Bienal de Gwangju em 2014 pelo conjunto da sua obra. As suas criações foram apresentadas, entre outros, no Festival d’Automne (Centre Pompidou) em Paris, no Impulstanz em Viena, no The Kitchen e no Abrons Art Centre em Nova Iorque, no Festival d’Avignon, na Tate Modern, no ICA e no teatro Sadler’s Well em Londres, no Tanz im August em Berlim, na Biennale de la danse de Lyon, no Montpellier Danse, no deSingel em Antuérpia, e no Centre National de la Danse em Pantin, onde será apresentada uma retrospetiva do conjunto da sua obra na primavera de 2017.

François Chaignaud e Cecilia Bengolea preparam atualmente um projeto de exposição sobre danças antigas e novas, e um programa de vídeos e performances no Dia Art Centre em Beacon e Chelsea, no EUA, previstos para 2017-2018.

 

 

SYMPHONIA HARMONIAE CAELESTIUM REVELATIONUM

François Chaignaud & Marie-Pierre Brébant
11 ABR